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FILOSOFIA


Páscoa Florida

Pelo Natal, o Sol iniciou a sua marcha para o nosso hemisfério. E assim os dias começaram a crescer, o Sol a mandar-nos raios mais alegres e quentes, a Natureza a reanimar-se. Tudo, neste mundo, se prepara agora para a perpetuação da vida!

Há flores por todos os lados. E as aves começam a cantar, prelúdio de uma nova onda de vida e de amor que renovará as coisas nesta face da Terra!

A Páscoa – palavra de origem hebraica, significa "passagem" – tem o seu dia assinalado pelo movimento dos luminares – o SOL e a LUA – sendo, por este motivo, uma festa relacionada com a Astrologia!

Entre os Hebreus, a Páscoa celebra-se durante a Lua Cheia do Carneiro, a Lua do Carneiro ou, melhor, lunação do Carneiro; quer dizer, quando ocorre a conjunção do Sol com a Lua no signo do Carneiro.

Quando o SOL chega ao signo do Carneiro, começa o ano Astrológico. E, depois disto, quando a Lua estiver em conjunção com o Sol, marca-se a festa da Páscoa, que terá lugar, para os Hebreus, catorze dias depois, no dia em que for Lua Cheia, quer dizer, quando o Sol, em oposição à Lua, desaparecer no Poente e a Lua se erguer, enorme, no Oriente.

Nestas condições, os Hebreus festejam a Páscoa em qualquer dia da semana, desde o Domingo até ao Sábado. Mas a Igreja Católica, por mostrar-se contrária ao sistema dos sacerdotes judeus, não a festeja senão depois de os Hebreus a celebrarem. Comemoram-na, portanto, no Domingo seguinte à Lua Cheia do signo do Carneiro.

Por ser demasiado exíguo o espaço de que dispomos, não falaremos do grande drama comemorado pela Semana Santa, na Igreja Católica. Havemos de o fazer noutra ocasião, pois vale bem a pena conhecer as razões profundas desta importante festividade.

Tem muitos milhares de anos esta festa, que nos fala de um importante acontecimento cósmico, bem digno de ser comemorado. Todas as religiões saídas do tronco cristão – com os israelitas, seus adversários por teimosia ignara – comemoram a Páscoa com a maior alegria, respeito e entusiasmo! Ela é a festa ao Senhor do Sol, o Cristo Cósmico, que momento a momento, dá a sua vida por nós do alto dos Céus!

E na Igreja Católica, tão rica de simbolismo arcaico – tão pouco conhecido em nossos dias! – a figura central não é Jesus, como pode supor-se, mas o Cristo Cósmico, a Magnânima Entidade Espiritual que do Sol físico dirige o nosso sistema solar e toda a evolução – na Terra e nos outros planetas.

Cumprindo o velho preceito, nunca a Igreja Católica fez imagem do CRISTO CÓSMICO, apesar de O ter como figura central de todo o seu culto. Mas ELE está simbolizado na Custódia – uma caixa circular, de ouro, ou pelo menos dourada, tendo em volta os raios simbólicos, que discretamente dão uma ideia do SOL, que tudo cria. Dentro dela guarda-se uma partícula, na qual se diz estar o corpo, a alma e a divindade de nosso Senhor – o CRISTO – tão real e perfeitamente como está no alto dos Céus.

E esta caixa simbólica, que tem de ser transportada com o maior respeito e solenidade, é colocada no mais alto ponto do trono, nas festas solenes, para indicar o ponto onde o SOL está ao meio dia, no alto do Céu. Não se transporta este sagrado objecto sem um paramento especial, nem o sacerdote lhe tocará com as mãos! Sobre o sacerdote que transportava o santíssimo símbolo abria-se uma umbrela, branca por baixo, amarela, como o SOL, por cima!

Desta maneira a Igreja Católica conserva um dos mais antigos símbolos solares, que se multiplica na forma da partícula, na da patena que cobre o cálice, e até na da tonsura que se ostentava no alto da cabeça dos clérigos.

A nenhum de nós repugna a ideia de que na hóstia está algo do CRISTO Cósmico, pois do SOL veio a luz, o calor e a vida que criou o trigo. Este é o símbolo mais sagrado da Igreja Católica.

E a Missa, o acto mais importante de toda a liturgia da Igreja, não deve ser rezada sem que Cristo esteja presente, e à sua direita estejam ardendo três velas de cera, e à sua esquerda outras três, em memória dos Sete Espíritos diante do Trono, ou seja, os sete Hierarcas: os seis planetas e o SOL, que deram os nomes aos dias da semana em alguns países, e que são, também, Divinos Seres subordinados ao CRISTO CÓSMICO ou SENHOR do SOL.

A Igreja Católica está fortemente ligada, pelo seu simbolismo e por muitas das suas festas, à Astrologia.

O Candelabro de sete luzes é outra alusão aos Sete Espíritos diante do Trono, aos Grandes Espíritos Planetários, que dirigem toda a nossa evolução, fazendo luz nas nossas consciências, para que nos decidamos a ser cada vez mais perfeitos, melhores.

Quando o SOL passa no signo do Carneiro – o Cordeiro que tantas vezes vemos deitado sobre os sacrários das Igrejas Católicas, onde se chama o Agnus Dei ou Cordeiro de Deus, um símbolo da nossa Consciência – temos a Primavera, aquela estação em que a vida ressuscita nesta face da Terra que se cobre de verdura em vários tons, e de policromas flores. E, por este motivo, desde tempos remotos, a esta festividade, a mais alegre e ao mesmo tempo a mais solene da Igreja Católica, se chamou PÁSCOA FLORIDA.

Francisco Marques Rodrigues

 

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