Carta 1ª To Immortal Beloved

 
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The First Letter

   July 6, in the morning
My angel, my all, my very self – Only a few words today and at that with pencil (with yours) – Not till tomorrow will my lodgings be definitely determined upon – what a useless waste of time – Why this deep sorrow when necessity speaks – can our love endure except through sacrifices, through not demanding everything from one another; can you change the fact that you are not wholly mine, I not wholly thine – Oh God, look out into the beauties of nature and comfort your heart with that which must be – Love demands everything and that very justly – thus it is to me with you, and to your with me. But you forget so easily that I must live for me and for you; if we were wholly united you would feel the pain of it as little as I – My journey was a fearful one; I did not reach here until 4 o’clock yesterday morning. Lacking horses the post-coach chose another route, but what an awful one; at the stage before the last I was warned not to travel at night; I was made fearful of a forest, but that only made me the more eager – and I was wrong. The coach must needs break down on the wretched road, a bottomless mud road. Without such postilions as I had with me I should have remained stuck in the road. Esterhazy, traveling the usual road here, had the same fate with eight horses that I had with four – Yet I got some pleasure out of it, as I always do when I successfully overcome difficulties – Now a quick change to things internal from things external. We shall surely see each other soon; moreover, today I cannot share with you the thoughts I have had during these last few days touching my own life – If our hearts were always close together, I would have none of these. My heart is full of so many things to say to you – ah – there are moments when I feel that speech amounts to nothing at all – Cheer up – remain my true, my only treasure, my all as I am yours. The gods must send us the rest, what for us must and shall be –
Your faithful LUDWIG.

traduçãp

Manhã de 6 de Julho

"Meu anjo, meu tudo, meu próprio ser – Hoje apenas algumas palavras a caneta (a tua caneta).

Só amanhã os meus alugueres estarão definidos – que desperdício de tempo……. por que sinto essa tristeza profunda se é a necessidade quem manda? Pode o teu amor resistir a todo sacrifício embora não exijamos tudo um do outro? Podes tu mudar o facto de que és completamente minha e eu completamente teu? Oh Deus! Olha para as belezas da natureza e conforta o teu coração. O amor exige tudo, assim sou como tu, e tu és comigo. Mas esqueces-te tão facilmente que eu vivo por ti e por mim. Se estivéssemos completamente unidos, tu sentirias essa dor assim como eu a sinto.

O meu dia foi terrível: ontem só cheguei aqui às 4 horas da manhã. Com a falta de cavalos, o cocheiro do correio escolheu um novo caminho, mas que terrível caminho, na penúltima paragem eu fui avisado para não viajar à noite, fiquei com medo da floresta, mas isso só me deixou mais ansioso – e eu estava errado. O cocheiro precisou parar na infeliz estrada, uma imprestável e barrenta estrada. Se eu estivesse sem todas as coisas que trago comigo teria ficado preso na estrada. Esterhazy, viajando pela estrada, teve o mesmo problema com oito cavalos que eu tive com quatro – sinto prazer com isso, como sempre sinto quando supero com sucesso as dificuldades.

Agora uma rápida mudança das coisas externas para as internas. Nós provavelmente devemos nos ver em breve, entretanto, hoje eu não posso dividir contigo os pensamentos que tive nos últimos dias sobre minha própria vida – Se os nossos corações estivessem sempre juntos, eu não teria nenhum…. O meu coração está cheio de coisas que eu gostaria de te dizer – ah – há momentos em que sinto que esse discurso é tão vazio – Alegra-te – Lembra-te da minha verdade, o meu único tesouro, o meu tudo como eu sou o teu. Os deuses devem-nos mandar paz… Teu fiel Ludwig

Beethoven

One thought on “Carta 1ª To Immortal Beloved

  1. Desculpe a minha ausência…beijinhos grandes
     

    Por muito tempo achei que a ausência é falta.E lastimava, ignorante, a falta.Hoje não a lastimo.Não há falta na ausência.A ausência é um estar em mim.E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,que rio e danço e invento exclamações alegres,porque a ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim.
     
    Carlos Drummond de Andrade
     
     

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