Vozes de Burro…

Vozes de burro não chegam ao céu

Sábado, 24 Outubro 2009 15:23 Barroso da Fonte
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José Saramago, saneador de jornalistas e escritor do regime de fim de estação, blasfemou, mais uma vez contra os sentimentos da esmagadora maioria dos portugueses, parasitando da boa vontade de quem o convidou para vir a Penafiel participar num acto cultural, pago com os dinheiros dos contribuintes. O mau uso que faz do título que lhe deu fama e proveito e que apenas foi ter às mãos dele, porque Miguel Torga tinha falecido, tem criado sucessivas perturbações na opinião pública que tem o direito de dizer basta a quem não respeita os sentimentos alheios.

Desta vez, resumiu numa frase toda a irracionalidade que lhe rói o corpo e a alma. Se fosse entre muçulmanos já teria sido liquidado pela afronta aos sentimentos fundamentalistas daquele povo. Felizmente não têm os católicos esses bárbaros hábitos. E o velho serralheiro continuará a beneficiar da sua condição de ignorante que não é obrigado a conhecer e a interpretar a Bíblia, tão linearmente como conhece a cartilha marxista. Disse ele aquilo que todos os jornais reproduziram em caixa alta, porque se trata de um laureado com o Prémio Nobel da Literatura: A Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana.
Do pior que se tem escrito premeditadamente, em Língua Portuguesa, é esta baboseira e outras que tais. E a repercussão mundial que estas palavras vão ter, conspurcam o quinto idioma mais falado do mundo. Sempre que Saramago abre a boca a respeito da religião sai asneira ofensiva para 220 milhões de falantes que, de maneira alguma se revêem nesta definição para a Bíblia dos Católicos.
Miguel Torga, que também não morria de amores pela religião católica, era incapaz de escrever heresias, infâmias, enxovalhos desta gravidade. E sabe a maioria dos Portugueses que o Prémio Nobel da Literatura resultou de um investimento soberbo que o Ministério da Cultura fez nas feiras internacionais para que o troféu fosse, nesse ano, atribuído a um autor de Língua Portuguesa. Quem o merecia e com ele sonhava era Miguel Torga, aos calcanhares do qual o nosso laureado nunca chegará. Infelizmente Torga morrera pouco tempo antes. Junto da Academia Sueca havia marxistas influentes, de nacionalidade portuguesa, amigos de Saramago e que tiveram influência decisiva no júri Sueco. De resto, um desses emigrantes Portugueses, cujo nome não fixei, deu uma entrevista há uns tempos atrás a um canal de televisão a explicar a maneira, como a Portugal veio ter esse cobiçado Prémio. Seria bom que o então ministro da Cultura, Manuel Maria Carrilho, dissesse aos Portugueses quanto dinheiro saiu dos cofres do orçamento geral do Estado para promover alguns autores Portugueses, com esse objectivo.
Ando a ler o último livro de António Lobo Antunes, chamado: Uma Longa Viagem com António Lobo Antunes, fruto de uma longa entrevista feita por João Céu e Silva. Uma nova forma de produzir, através de uma terceira pessoa, livros em catadupa.
Só as perguntas em negrito, são do entrevistador. Todo o texto é em discurso directo, de Lobo Antunes. Também confessa que  começou por ambicionar o Prémio Nobel da Literatura, embora já dele descreia. Afirma ele: «Estão sempre a chegar prémios que eu nem sabia que existiam. Agora a cada três meses recebo um prémio! A semana passada informaram-me que tinha recebido o prémio Pablo Neruda, antes foi o Camões e antes o Ibero-Americano. E é curioso como os prémios nada têm a ver com a Literatura. São agradáveis, sobretudo quando vêm com muito dinheiro… Só o Nobel… É só mais um».
Se fosse prudente antes de falar de religião Saramago deveria preparar-se. Porque escrever livros de ideias pessoais, autobiográficos, novelas que não comprometem o seu autor, é fácil. Mas abordar temas que implicam preparação técnica e cientifica que colidem com teorias filosóficas, com sistemas universais, amplamente dissecados nas diversas comunidades onde os intelectuais se distinguem dos autodidactas, por isso mesmo, é veleidade que um Nobel em Literatura não deve tratar levianamente. Ninguém nasce ensinado… E um prémio, por mais dinheiro que garanta ao seu titular, não pode garantir-lhe competência técnica e, muito menos, científica para abordar temas tão abrangentes e profundos como a religião universal. A fenomenologia religiosa é muito vasta e muito complexa. E toda a gente sabe que Saramago é ateu, por opção.
Baptizar a Bíblia de «manual de maus costumes, catálogo de crueldade, do pior da natureza humana», é ir longe de mais em caminho que se cruza com trilhos muito complicados. A Instituição religiosa tem o dever de reagir energicamente a estas idiotices e infantilidades. Silenciar tão fortes agressões mais do que exercer a caridade cristã, é consentir que os maus costumes fertilizem na mente dos mais jovens, que ficam baralhados por virem de quem vêm.

Actualizado em ( Sábado, 24 Outubro 2009 15:34 )
 
Fonte: NeBila
 
 

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